Sociedade defende estudo da vida de Agostinho Neto

 In Cultura, Politics, Social

A sociedade civil em Mbanza Kongo, província do Zaire, reiterou, sexta-feira(2), a necessidade da inclusão dos conteúdos referentes à vida e à obra do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, nos manuais escolares.
Pronunciando-se sobre o legado de Neto, no âmbito do centenário natalício a assinalar a 17 deste mês, alguns membros da sociedade civil, citados pela Angop, consideraram fundamental que a nova geração conheça, a partir de tenra idade, os feitos deste herói nacional.

Para o secretário executivo do Conselho Provincial da Juventude (CPJ), Agnelo Ferreira Mucolo Alberto, a vida e a obra de Neto confundem-se com a história recente do país, pois o primeiro Presidente de Angola entregou-se de corpo e alma para a libertação do seu povo.

“A vida de Neto está ligada à resistência e luta de libertação contra o colonialismo português para o alcance da tão almejada Independência Nacional, a 11 de Novembro em 1975”, sublinhou, destacando, ainda, a faceta poética, humanista e profissional do também conhecido por Kilamba, recordando que Agostinho Neto foi um médico comprometido com a saúde do povo.

Como poeta, de acordo ainda com o responsável do CPJ no Zaire, Manguxi utilizava a caneta e a voz como arma de combate, denunciando as atrocidades dos colonizadores: “Transmitir o legado de Neto de geração em geração, de modo a servir de inspiração, é a melhor maneira de honrarmos a sua memória”.

A mesma opinião é comungada pelo professor da disciplina de História Afonso Nsambu Júnior, para quem Agostinho Neto foi um humanista de primeira craveira ao inspirar o povo angolano a dar o melhor de si para a libertação de outros povos africanos oprimidos.

Lembrou, na ocasião, a palavra de ordem do “poeta maior”, segundo a qual “na Namíbia, no Zimbabwe e na África do Sul está (va) a continuação da nossa luta”. Advogou, por isso, o aprofundamento do estudo e dos seus ideais nas academias, de modo a cultivar e promover, cada vez mais, o sentimento patriótico entre a nova geração.

“Agostinho Neto já lançava luzes de emancipação para muitos territórios que ainda se encontravam sob o jugo colonial no continente Africano”, lembrou.

Para o coordenador do Núcleo das Autoridades Tradicionais de Mbanza Kongo, Afonso Mendes, António Agostinho Neto é uma figura de elevada dimensão que dedicou a vida à causa nobre do povo angolano.

Segundo a autoridade tradicional, Neto tem um legado de honra, cuja dimensão transcende as fronteiras de Angola. Recordou que Agostinho Neto foi um líder com um pensamento político que incluía a preocupação de libertar todos os povos do mundo, ainda submetidos à opressão.

“O legado do Presidente Agostinho Neto deve ser reforçado nos conteúdos de todos os níveis de ensino do país”, disse, para quem os seus ensinamentos são uma referência para a consolidação da paz, unidade nacional e melhoria das condições de vida dos angolanos.

António Agostinho Neto nasceu a 17 de Setembro de 1922, na aldeia de Kaxicane, Icolo e Bengo, e faleceu a 10 do mesmo mês de 1979, por doença, em Moscovo, capital da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), actual Rússia.

É uma referência da ­cultura nacional, tendo escrito várias obras traduzidas em diversas línguas, com destaque para “Quatro Poemas de Agostinho Neto”, em 1957, “Sagrada Esperança” (1974) e “A Renúncia Impossível” (1982). Proclamou a Independência Nacional a 11 de Novembro de 1975.

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