Agricultura familiar consome mais de 700 milhões de dólares

Agricultura familiar consome mais de 700 milhões de dólares
POLITICS
  12-6-2024

O Executivo angolano em colaboração com os parceiros estratégicos internacionais e nacionais desenvolvem, desde 2020, quatro projectos de apoio à agricultura familiar, avaliados em cerca de 700 milhões de dólares.

A informação foi avançada pelo director-geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), Felismino da Costa.

Destacam-se como principais programas, o Projecto de Desenvolvimento da Agricultura Familiar (MOSAP- III), financiado pelo Banco Mundial, Projecto de Desenvolvimento das Cadeias de Valores Agrícolas na Província de Cabinda (PDACVPC), financiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD). Os Projectos de Agricultura Familiar e Comercialização (SAMAP) e o Projecto de Reforço da Resiliência dos Agricultores Familiares (SEREP) são financiados pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Em declarações à imprensa, à margem da cerimónia de apresentação do Manual de Diversificação Curricular de Escolas de Campo Agrícolas (ECAS), Felismino da Costa realçou que, no caso específico do MOSAP-III rondam nos 300 milhões de dólares e está distribuído em sete províncias do país, designadamente o Namibe, Cunene, Benguela, Cuanza-Norte, Uíge, Bengo e Zaire.

O SAMAP é desenvolvido nas províncias da Huíla e Cuanza-Sul, onde em cada uma das regiões contam 16 beneficiários. Já o projecto MOSAP, destacou, é desenvolvido em 13 províncias do país.

Por um lado, Felismino da Costa destacou que, com a execução destes projectos, o Governo , através do Ministério da Agricultura e Florestas conseguiu implementar oito mil Escolas de Campo (ECAS) a nível do país, e em cada província, destacou, são beneficiadas ou formadas de 30 a 35 mil famílias.

Para Felismino da Costa o número de beneficiários ainda é incipiente porque existem no país cerca de três milhões de famílias no meio rural que praticam a agricultura. " Daí o nível de abrangência estar ainda muito aquém do desejado", frisou garantindo que, à medida que forem disponibilizados recursos disponíveis também serão expandidos a implementação de mais ECAS para que as famílias consigam aumentar a produção.

Quanto à sua expansão, destacou, esta relaciona disponibilidade de recursos, isto é, para que o projecto seja estendido antes os beneficiários devem ter acesso à formação, para a posteriori poderem replicar a sua produção agrícola.

"Depois de formados sobre variedades de culturas, sua conservação, entre outros elementos, os beneficiários são equipados de sementes, fertilizantes, mecanização, daí a razão do projecto abranger algumas regiões", frisou Felismino da Costa.

Alargamento de tecnologia e apoio técnico

O secretário de Estado para a Agricultura e Pecuária, Castro Paulino Camarada, destacou que uma das missões do ministério é expandir a transferência de tecnologia e apoio técnico aos produtores familiares que não dispõem de recursos financeiros para aumentar a produção e variedade de culturas que o país oferece.

A acção em causa, destacou, cinge-se no grande número de produtores familiares que continuam sem capacidade e recursos financeiros para custear a sua actividade agrícola.

"No contexto da nossa agricultura, os produtores familiares são a grande maioria, daí a razão de continuarmos a levar o conhecimento não só nas escolas de campo, mas também, assistência técnica, às altas tecnologias até às zonas recônditas", frisou.

Ana Paulo

Jornalista