Projectos de aquicultura ganham vida entre os habitantes da Lunda-Sul

 In Economy

No total, cinco mil famílias da comuna do Monakimbundo, na Lunda-Sul, estão a beneficiar dos ganhos dos vários projectos de aquicultura comunitária, desenvolvidos pela Sociedade Mineira de Catoca, em parceria com o Governo local e a Fundação Brilhante.
Os projectos foram implementados pela empresa, no quadro dos programas sociais estratégicos da Sociedade Mineira, denominados “Catoca Aluno”, “Mulher Rural”, “Jovem Empreendedor” e “Académico”, criados em prol das populações das Lundas Sul e Norte e Moxico.

O objectivo dos projectos, criados pela Sociedade Mineira de Catoca, em parceria com o Governo da província e a Fundação Brilhante, é ajudar no combate à fome e à pobreza na região, assim como incentivar, também, as famílias a gerarem rendas.

A iniciativa, executada no quadro do Programa de Apoio de Desenvolvimento Económico e Social da Lunda-Sul (PADES), foca, essencialmente, na criação de tilápias para o consumo dos habitantes da região.

No momento, o projecto, de cariz social e não comercial, tem beneficiado 50 jovens, com empregos directos, em especial alguns que praticavam o garimpo ilegal de diamantes.

Na comuna do Monakimbundo, os mentores do projecto, construíram 100 tanques para a reprodução de alevinos, a serem distribuídos anualmente entre as comunidades próximas, de forma a incentivar a criação destes. A iniciativa foi implementada nos vários municípios e comunas da Lunda-Sul.

Piscicultura familiar

O coordenador do PADES , João Reis, destacou que o projecto foi implementado como logística para a piscicultura familiar, através da atribuição às comunidades tilápias para a alimentação. “O garimpo, por ser uma prática ilegal, deu-se oportunidade aos jovens da região, de forma a terem um trabalho legal e um rendimento mensal garantido. Além disso é uma oportunidade de emprego aos jovens”, frisou.

Um dos contemplados da iniciativa é o ex-garimpeiro Adão Jorge, que assumiu ter praticado esta actividade ilegal no Cuanza-Norte. O munícipe preferiu enquadrar-se no projecto por garantir o sustento mensal da família. “No garimpo, encontrar uma pedra preciosa demora meses”, realçou.

“Com este negócio estou seguro. O garimpo depende muito da sorte. Encontrar um diamante é muito difícil, requer, além da perícia, muita sorte”, reconheceu, acrescentando ter feito garimpo, desde os 23 anos até aos 30.

Outro sector essencial, promovido pelo PADES, além da aquicultura comunitária, é a agricultura, que ganha vida através de projectos de incentivo à produção de mandioca e milho.

Requalificação de casas e novos projectos habitacionais

As comunidades circunvizinhas da mina de Catoca estão a beneficiar, pela primeira vez, de um projecto de requalificação das habitações, que inclui a construção de 125 moradias, através do Projecto do Sambaia.

Em relação às casas, a Sociedade Mineira de Catoca construiu, numa primeira fase, residências para 35 famílias, que viviam na zona adjacente às minas do Luele Luaxi. As famílias são parte da comunidade Sapapa Luaxi.

Outro projecto habitacional já em curso é o bairro social do Sambaia, com 200 habitações, que vai juntar as comunidades de Sambaia, Luenda e Saipupu.

Além disso, a Sociedade de Catoca criou a Comunidade Vila Sagrada Esperança Muana -Wuha, para os funcionários das minas. O local tem ainda uma escola, com a capacidade de albergar 1.500 alunos, entre os quais os filhos dos funcionários da vila e das localidades circunvizinhas.

O director da escola, Apolinário Augusto, disse que a instituição lecciona aulas da iniciação à 9ª classe e conta com 24 professores. “Depois de terminarem a 9ª classe, os alunos são transferidos para os diversos institutos médios de Saurimo”, esclareceu. “Numa segunda fase, pretendemos construir uma escola para o ensino médio, de forma a atender os anseios dos jovens da comunidade, cansados dos transtornos de percorrerem longas distâncias até Saurimo, para terem uma formação condigna”, garantiu.

A Sociedade Mineira de Catoca construiu, ainda, em várias comunidades da Lunda-Sul, sistemas de abastecimento de água potável, iluminação, jangos comunitários e criou programas de fomento agrícola, por meio da criação de cooperativas, fornecendo insumos e equipamento às populações.

A empresa

A Sociedade Mineira de Catoca está profundamente ligada ao desenvolvimento económico e social da região Leste do país, considerada como um dos principais empregadores privados da área e contribuintes, por conta dos vários programas sociais.

Nos últimos anos a empresa desenvolveu alguns dos mais importantes projectos sociais da região, alargando o campo da responsabilidade social para outras regiões, beneficiando comunidades em Luanda, apoiando hospitais e escolas, no Uíge e Namibe, onde reabilitou a Arquidiocese da Igreja Católica.

Esses apoios sociais foram extensivos ao domínio cultural, tendo Catoca patrocinado algumas das manifestações culturais do país, em especial no campo da literatura, através da publicação de uma dezena de livros.

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